Goiânia: líder em cirurgia plástica

A procura por cirurgia plástica em Goiânia tem aumentado nos últimos anos. Segundo o cirurgião plástico Nelson Fernandes, esse índice de crescimento significativo é devido à vaidade dos homens e mulheres em busca de um corpo cada vez mais bem cuidado, definido e sem as indesejáveis imperfeições.

A cirurgia plástica tem o objetivo de reconstituição de uma parte do corpo humano por razões médicas ou estéticas e se desenvolve sob duas facetas: a reparadora e a estética. A cirurgia reparadora tem a intenção de corrigir lesões deformantes, defeitos congênitos ou adquiridos. É considerada tão necessária, quanto qualquer outra intervenção cirúrgica.

Já a cirurgia estética é aquela realizada pelo paciente com o objetivo de realizar melhoras à sua aparência. A pessoa quando se submete a tal intervenção cirúrgica não a faz com intenção ou propósito de obter alguma melhora em seu estado de saúde, mas sim algum aspecto físico que não lhe agrada, ou seja, corrigir uma deformidade adquirida desde o nascimento ou desenvolvimento do corpo como, por exemplo, uma orelha proeminente ou em abano, uma mama flácida que pode dificultar um relacionamento afetivo, dentre outros.

Atualmente, as duas cirurgias plásticas estéticas mais realizadas no Brasil são a lipoaspiração e o implante de prótese de silicone nos seios. Em qualquer cirurgia plástica, pretende-se que a zona afetada mantenha o seu funcionamento e, na medida do possível, um aspecto natural.

Mudança radical no corpo e mente

A funcionária pública Lúcia Soares, no ano de 2010, resolveu se auto presentear e lhe deu uma reforma geral: colocou prótese mamária, fez lipoaspiração abdominal e mini-abdominoplastia. Apesar das seis horas de procedimento, ela entrou no centro cirúrgico muito confiante e segura no trabalho de seu médico.

Lúcia afirmou que não foi um período fácil após a cirurgia, devido a algumas dores que sentiu em sua recuperação, mas não se arrependeu. “Faria tudo novamente se fosse preciso”, diz. Para que a funcionária pública voltasse a suas atividades normais, demorou em media 60 dias e após seis meses já conseguia ver um resultado significativo.

“Sempre fui muito vaidosa e sempre me cuidei, mas em relação à mama realmente era muito inibida, porque era pequena em relação ao meu quadril. Sempre tive o peso de 50 a 55 kg, inclusive quando fiz a cirurgia plástica estava com 50 kg. O procedimento cirúrgico foi implantar a prótese e redesenhar o meu abdome, já que gordura não me incomodava”, disse Lúcia.

Atualmente, três anos depois da cirurgia reparadora, Lúcia se diz outra pessoa, tanto no sentido de usar quaisquer roupas mais justas e de colocar um biquíni e se sentir totalmente à vontade. “Me olho no espelho e percebo que estou linda e a maioria das roupas me vestem bem”, afirmou. Ela, ainda, recomenda intervenções estéticas para quem quiser fazer, pois afirma que a autoestima da pessoa muda para melhor, “mas que saiba escolher o profissional, esse é o primeiro passo para um resultado satisfatório. Também é preciso ser disciplinada”, relata.

“Hoje sou muito elogiada, minha autoestima está nas alturas. É muito bacana se sentir bonita e ver que estou com um ‘corpão’, mas o meu bem-estar é um conjunto do exterior, interior, mente, coração e, claro, cuidados com alimentação”, contou eufórica. Sentindo-se no auge de sua vida com 48 anos, ama quando as pessoas lhe perguntam sua idade e se assustam quando ela revela, porque sempre dão 30, 35 ou no máximo 40 anos.

Auto estima

elevada

A comerciante Ana Maria Cândido, também com 48 anos, passou em 2013 por uma sequência de procedimentos estéticos. Ela passou mais de 7 horas em uma sala de cirurgia, na qual realizou lipoaspiração total das costas, braços e flancos, enxerto de gordura nas nadegas, lipoaspiração abdominal, abdominoplastia total e implantes com prótese de mama.

Questionada pela quantidade de procedimentos realizados em uma única vez, Ana Maria afirmou que fez inúmeros exames destinados exclusivamente para fazer as cirurgias, mudou a alimentação três meses antes de realizar as intervenções e se dedicou a exercícios físicos para perder peso e ter um melhor resultado. “Só fiz tudo de uma única vez, porque meu médico me passou total confiança. Pesquisei muito antes de tomar a decisão e com qual profissional eu faria”, afirmou.

Ana Maria se preparou durante anos para realizar as cirurgias. “No primeiro instante eu queria apenas lipoaspirar os meus quadris, mas depois pensei melhor e na conversa com meu médico resolvi fazer tudo. Eu me preparei psicologicamente e financeiramente, porque ficou caro”, disse aos risos.

Atualmente com quatro meses de cirurgia, Ana Maria já esta muito satisfeita com o resultado, mas diz que sofreu um pouco na recuperação com a dor da lipoaspiração. “Às vezes quando faço exercícios físicos ou fico muito tempo em pé, ainda sinto umas fisgadas entre o músculo e a pele”, contou. A comerciante, que já esta radiante com a nova fase, só espera melhores resultados daqui oito meses, quando completa um ano de cirurgia. “Se já está bom agora, imagina o ano que vem”, diz.

Roupas que antes ficavam apertadas, atualmente não lhe servem mais e, por isso, teve que doar quase todas suas roupas e comprar novas. “Agora eu gosto de ir às compras e experimentar as peças, mudei meu estilo de vestir. Me olho no espelho e me sinto bem”, afirmou Ana Maria.

Sentindo-se mais mulherão, Ana fala que sua autoestima aumentou, e se sente mais confiante. “Por onde passo percebo que sou notada”, diz. Agora, após ter sido liberada pelo médico a fazer exercícios físicos, ela revela que está viciada na academia e quer melhorar e manter o corpo que conseguiu.

Homem vaidoso

O analista de sistemas e professor universitário, Expedito Ferreira de Araujo Filho, 25 anos, não deixa a vaidade de lado e procura manter a boa forma com procedimentos menos agressivos como a micro-lipo, lipoaspiração localizada e a lipo sem corte. Expedito já fez essas três intervenções e pretende fazer em breve mais uma.

Desde a última cirurgia feita há dois anos para manter a boa forma, Expedito faz exercícios regularmente, mas confessa que com a falta de tempo prefere optar por esses mini-procedimentos. “Até mantive por um longo período minhas atividades físicas após a intervenção, mas como viajo e fico fora do País até dois meses, não consigo malhar por falta de tempo. Estudo o dia todo e quando volto já estou acima do peso de novo”, afirmou.

Expedito ficou muito satisfeito com o resultado e sua autoestima está elevada. Na época da cirurgia, comprar roupas, andar sem camisa e receber elogios tornou algo corriqueiro. “Na época em que fiz foi ótimo, recebia vários elogios, qualquer roupa ficava boa. Agora já estou precisando de outra”, diz aos risos.

Dizeres de um profissional

Em entrevista exclusiva ao jornal Diário da Manhã, o dr. Nelson Fernandes, que é cirurgião plástico há mais de 18 anos, especialista em cirurgia plástica, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da Internacional Society Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), membro da American Society of Plastic Surgery (ASPS) e atual presidente da SBCP – regional Goiás, esclareceu dúvidas e fez algumas observações quanto ao método, riscos e idade para se realizar procedimentos cirúrgicos de estética.

DMRevista – Qual a capacitação de um profissional em cirurgia plástica?

Nelson Fernandes – Acredito que alguns fatores são importantes como por exemplo a formação adequada do cirurgião plástico que deve cursar a graduação em Medicina (seis anos), residência médica em Cirurgia Geral (dois anos) e residência médica em Cirurgia Plástica (três anos). Com isso temos o grande número de bons profissionais no País, consequentemente com melhores resultados e mais motivação para realização de cirurgias plásticas.

DMRevista – Goiânia é uma das cidades em que mais se faz cirurgias plásticas. Por que essa procura tão alta?

Nelson Fernandes – Em Goiânia, em especial, ocorre um fator curioso: é a cidade no País com o maior número de cirurgiões plásticos proporcional ao número de habitantes.

DMRevista – Quem mais procura por cirurgias plásticas, homens ou mulheres? E qual a faixa etária das pessoas que procuram?

Nelson Fernandes – Homens e mulheres procuram por uma cirurgia plástica, mas há um predomínio de mulheres. Em torno de 80% dos pacientes são do sexo feminino. Não temos uma idade limite para cirurgia plástica, vai desde crianças (como por exemplo, cirurgias de orelha de abano, fissuras palatinas e várias outras) a como idoso que tenham boas condições de saúde para realizarem o procedimento com segurança.

DMRevista – Quais são os tipos de cirurgias mais realizadas pelo senhor no hospital?

Nelson Fernandes – As cirurgias mais realizadas por mim e pela maioria dos cirurgiões no País são a lipoaspiração e prótese mamária.

DMRevista – Quais são os riscos de uma cirurgia plástica?

Nelson Fernandes – A cirurgia plástica é uma especialidade médica que trabalha com riscos mínimos pelo fato de operarmos apenas os pacientes que tem boas condições clínicas para a realização do procedimento. Porém, a cirurgia plástica não está livre dos riscos cirúrgicos e anestésicos inerentes ao procedimento.

DMRevista – Em quais casos o senhor não recomenda uma cirurgia?

Nelson Fernandes – Para indicar uma cirurgia plástica, o paciente tem que ter o problema físico e a insatisfação quanto ao problema e é lógico, a possibilidade técnica de melhorar as queixas.

DMRevista – Costuma fazer quantas cirurgias por dia?

Nelson Fernandes – Eu realizo em média uma cirurgia por dia, mas depende do tamanho da cirurgia e do ritmo pessoal de cada cirurgião.

DMRevista – Já teve algum caso que o paciente teve que ser levado para UTI por complicações na mesa de cirurgia?

Nelson Fernandes – Nesses 18 anos de Cirurgia Plástica eu nunca tive nenhum caso de complicações na mesa cirúrgica, que tivesse que encaminhar para UTI. Porém, houve dois casos que encaminhei para UTI por complicações tardias e que felizmente tivemos êxito na resolução dos mesmos. Vale ressaltar que podemos precisar de uma UTI a qualquer momento e se acontecer, que façamos da melhor forma possível e no momento adequado.

DMRevista – Qual o tempo estimado para recuperação?

Nelson Fernandes – O tempo estimado de recuperação depende da cirurgia realizada, mas varia de sete a 30 dias. E para o paciente ver o resultado final varia de seis meses a um ano.